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Falta de médicos na Maternidade Estadual de Caieiras é problema regional

Única maternidade da região, a Maternidade Estadual 'Vitalina Francisca Ventura' vêm causando transtornos às futuras mães de nossa região. Tudo isso porque, com a criação do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) muitos médicos tiveram que cumprir o disposto na Constituição Federal e ficar vinculados a apenas dois cargos públicos. Como os salários estaduais são menores, a maioria dos médicos optou pelos cargos em Prefeituras e, como consequência disso, a Maternidade de Caieiras que precisaria de 28 médicos está hoje com apenas 10 profissionais.

Para que se entenda o problema caieirense, apesar do prédio ter sido construído pelo município de Caieiras, os andares superiores foram cedidos ao Estado para instalação da maternidade. Ou seja, o Estado incluiu o hospital no planejamento regional. Caieiras ficaria com a Maternidade; Franco da Rocha, com o Hospital do Juquery, atenderia como hospital geral; Francisco Morato, com o Hospital Estadual Professor Carlos da Silva Lacaz, atenderia as especialidades de ortopedia e neurologia.

No entanto, com a debandada dos médicos do hospital estadual, os partos das caieirenses voltaram a ser atendidos por meio de um convênio, mantido pelo prefeito Hamamoto, junto ao EMED (hoje Hospital de Clínica de Caieiras), comprometendo os cofres públicos.

Preocupado com a situação o prefeito Hamamoto explica que é preciso jogo de cintura para driblar este graveproblema da maternidade estadual instalada na cidade. “As parturientes de outras cidades, como Franco da Rocha e Francisco Morato acabam ficando sem opção. Em casos onde não há alternativa, sou obrigado a incluí-las em nosso convênio o que é, no mínimo, injusto”, explicou.

O aumento na demanda de partos é um problema que causa um impacto imediato aos cofres públicos municipais e que deveria ser discutido com as outras duas cidades que se beneficiam do atendimento, pela proximidade: Franco da Rocha e Francisco Morato. E o Estado, responsável direto pelo problema, precisaria apresentar alternativas.

Como funciona o convênio

Em 2006, quando ainda era vereador, Roberto Hamamoto elaborou uma indicação para que a prefeitura fizesse um convênio com o então EMED (hospital particular) para atender as gestantes do município. Sem maternidade, Caieiras não tinha onde fazer seus partos.

O problema foi corrigido com o convênio. Entretanto, no auge, Caieiras chegou a fazer 70 partos por mês porque as pessoas de outras cidades descobriam que a maternidade era particular, mas paga pela prefeitura e preferiam ser atendidas no município.

Com a maternidade estadual funcionando, o número de partos conveniados baixou para 10 partos/mês. O problema é que, com a falta de médicos, o número de partos está crescendo novamente e os cofres municipais – já que Caieiras paga por esse serviço exclusivamente com dinheiro municipal – voltam a ficar sobrecarregados. “Seria o caso de restringir apenas para atendimentos a gestantes de Caieiras, mas não podemos fazer isso, em especial com casos urgentes, afinal a maternidade é estadual e elas deveriam ser atendidas aqui”, explica Hamamoto.

Solução

Na verdade, o certo seria que cada município tivesse seu próprio convênio para atender suas gestantes. Mas isso não acontece, apesar do mesmo ser legal e seguidamente aprovado pelo Tribunal de Contas.

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